Fui comunista, passei a ser um social-democrata e já à caminho do ocaso me tornei mesmo é num conservador na acepção máxima da teoria. Refuto a idéia de direita e esquerda proposta por Bobbio. Essa concepção morreu com a queda do socialismo captaneado pela União Soviética. O conservadorismo é uma corrente politico-filosófica que defende que as melhores instituições não são aquelas que resultam de projetos feitos a partir do nada, mas sim de uma evolução gradual e “natural” ao longo dos séculos. A base desse conservadorismo é o pessimismo antropológico, ou seja, a idéia de que o homem é naturalmente egoísta. Ao contrário dos “progressistas”, que consideram que o homem é naturalmente bom, racional e feliz e que é a sociedade que o torna mau e infeliz (e, portanto, para melhorar o homem, basta melhorar a sociedade), para nós conservadores, o homem é egoísta e é a sociedade e os seus hábitos e tradições que moderam e limitam a sua perversidade natural. Assim, para nós, o indivíduo só existe plenamente integrado numa sociedade e numa tradição – o indivíduo abstrato não existe: nós só somos o que somos em função da herança (material e cultural) que recebemos dos nossos antepassados. Esta submissão do indivíduo à sociedade, à primeira vista, poderia aproximar os conservadores dos seus arqui-inimigos, os socialistas e comunistas, mas, na verdade, estamos falando de coisas diferentes com a palavra “sociedade”: para os socialistas, a “sociedade” são os outros indivíduos, enquanto para os conservadores, a “sociedade” é constituída pelos hábitos, tradições, instituições, etc.Como, para nós, os conservadores, o Homem só existe dentro de uma sociedade e de uma tradição, isso significa que não faz sentido falar em "Direitos Humanos", nem elaborar projetos de sociedade ideal: povos diferentes vivem em sociedades diferentes e com tradições diferentes, logo o modelo sócio-politico mais adequado para o Brasil não será o mesmo que para a Malásia, e o que na Holanda seria considerado uma violação brutal dos “direitos humanos” (por exemplo a lapidação de uma adúltera) é considerada a ordem natural das coisas na Arábia Saudita. Assim, ao contrário das várias correntes liberais e socialistas, que têm todas elas uma concepção de sociedade (seja ele o capitalismo liberal, o Estado-providência, o regime soviético, a autogestão, etc.), nós os conservadores defendemos que cada povo deve viver segundo o modelo mais de acordo com a sua história e tradições específicas. Claro que há uma certa contradição no conservadorismo: como rejeitam tanto o individualismo como o universalismo, defendem que as diversas nações, regiões, grupos sócio-profissionais, universidades, cidades, famílias, etc. devem reger-se pelas suas tradições e regras específicas, ou seja, acabam por defender também um modelo de sociedade: uma sociedade de tipo “organicista”, em que tanto o indivíduo, por um lado, como o governo central, por outro, são subalternizados, e em primeiro lugar vêm os “corpos intermediários” – a família, o município, a profissão, a Igreja, etc. Para os conservadores, o Estado Moderno, criado pelas Revoluções Liberais, que se encontra face-a-face com o indivíduo isolado, é um monstro burocrático e para-totalitário. Assim, os conservadores consideram que o individualismo leva ao stalinismo (e o Liberalismo ao Totalitarismo): para eles, o desaparecimento das autoridades intermediárias gera um vazio que acaba por ser preenchido pela máquina estatal, e a defesa dos direitos individuais é a melhor desculpa que o Estado tem para interferir no funcionamento dos corpos intermédios. Por exemplo: quando interfere nas famílias para “proteger os direitos das crianças (ou das mulheres)”, ou das empresas para “proteger os direitos dos trabalhadores”, ou das comunidades locais para “proteger as liberdades civis”...! Daí surge, também, uma oposição à democracia (hoje em dia, quase totalmente abandonada): esta baseia-se no princípio “um homem, um voto”, que é um produto da tal idéia de se reconhecer apenas o Estado e o Indivíduo, ignorando os corpos intermédios. Em alternativa ao sufrágio igualitário, direto e universal, os conservadores, durante muito tempo, lutaram por sistemas baseados na representação dos grupos (e não dos indivíduos), como eleições indiretas, representação aristocrática, o mesmo número de deputados para várias regiões (independentemente da população), etc. Hoje em dia, este anti-democratismo quase que desapareceu, mas continua presente em alguns aspectos, como a defesa dos Lordes Hereditários pelos conservadores britânicos, ou do Colégio Eleitoral (onde o Presidente é, formalmente, eleito pelos Estados e não pelos indivíduos) pelos conservadores norte-americanos. Além disso, nota-se numa certa tendência conservadora que define “bom governo” como “governo que tem coragem para tomar medidas impopulares”. O pessimismo dos conservadores leva-os a ter uma atitude ambígua perante o poder do Governo: por um lado, porque acreditam que a maior parte dos problemas não têm solução, são pouco adeptos da intervenção governamental (por vezes, ainda menos do que os liberais); mas, por outro, exatamente porque acreditam que, qualquer coisa que se faça implica sempre em desagradar a alguém, acham que, nas poucas situações em que o governo intervenha, deve intervir com força e autoridade, estilo “murro na mesa”, sem perder grande tempo com “compromissos” ou “discussões”. No fundo, encontra-se de novo a nostalgia da Idade Média, onde o Rei mandava em poucas coisas (deixando grande parte dos assuntos aos senhores feudais, à Igreja ou aos municípios), mas, nessas coisas, a sua autoridade era incontestável.
terça-feira, 13 de março de 2007
CONSERVADOR
Fui comunista, passei a ser um social-democrata e já à caminho do ocaso me tornei mesmo é num conservador na acepção máxima da teoria. Refuto a idéia de direita e esquerda proposta por Bobbio. Essa concepção morreu com a queda do socialismo captaneado pela União Soviética. O conservadorismo é uma corrente politico-filosófica que defende que as melhores instituições não são aquelas que resultam de projetos feitos a partir do nada, mas sim de uma evolução gradual e “natural” ao longo dos séculos. A base desse conservadorismo é o pessimismo antropológico, ou seja, a idéia de que o homem é naturalmente egoísta. Ao contrário dos “progressistas”, que consideram que o homem é naturalmente bom, racional e feliz e que é a sociedade que o torna mau e infeliz (e, portanto, para melhorar o homem, basta melhorar a sociedade), para nós conservadores, o homem é egoísta e é a sociedade e os seus hábitos e tradições que moderam e limitam a sua perversidade natural. Assim, para nós, o indivíduo só existe plenamente integrado numa sociedade e numa tradição – o indivíduo abstrato não existe: nós só somos o que somos em função da herança (material e cultural) que recebemos dos nossos antepassados. Esta submissão do indivíduo à sociedade, à primeira vista, poderia aproximar os conservadores dos seus arqui-inimigos, os socialistas e comunistas, mas, na verdade, estamos falando de coisas diferentes com a palavra “sociedade”: para os socialistas, a “sociedade” são os outros indivíduos, enquanto para os conservadores, a “sociedade” é constituída pelos hábitos, tradições, instituições, etc.Como, para nós, os conservadores, o Homem só existe dentro de uma sociedade e de uma tradição, isso significa que não faz sentido falar em "Direitos Humanos", nem elaborar projetos de sociedade ideal: povos diferentes vivem em sociedades diferentes e com tradições diferentes, logo o modelo sócio-politico mais adequado para o Brasil não será o mesmo que para a Malásia, e o que na Holanda seria considerado uma violação brutal dos “direitos humanos” (por exemplo a lapidação de uma adúltera) é considerada a ordem natural das coisas na Arábia Saudita. Assim, ao contrário das várias correntes liberais e socialistas, que têm todas elas uma concepção de sociedade (seja ele o capitalismo liberal, o Estado-providência, o regime soviético, a autogestão, etc.), nós os conservadores defendemos que cada povo deve viver segundo o modelo mais de acordo com a sua história e tradições específicas. Claro que há uma certa contradição no conservadorismo: como rejeitam tanto o individualismo como o universalismo, defendem que as diversas nações, regiões, grupos sócio-profissionais, universidades, cidades, famílias, etc. devem reger-se pelas suas tradições e regras específicas, ou seja, acabam por defender também um modelo de sociedade: uma sociedade de tipo “organicista”, em que tanto o indivíduo, por um lado, como o governo central, por outro, são subalternizados, e em primeiro lugar vêm os “corpos intermediários” – a família, o município, a profissão, a Igreja, etc. Para os conservadores, o Estado Moderno, criado pelas Revoluções Liberais, que se encontra face-a-face com o indivíduo isolado, é um monstro burocrático e para-totalitário. Assim, os conservadores consideram que o individualismo leva ao stalinismo (e o Liberalismo ao Totalitarismo): para eles, o desaparecimento das autoridades intermediárias gera um vazio que acaba por ser preenchido pela máquina estatal, e a defesa dos direitos individuais é a melhor desculpa que o Estado tem para interferir no funcionamento dos corpos intermédios. Por exemplo: quando interfere nas famílias para “proteger os direitos das crianças (ou das mulheres)”, ou das empresas para “proteger os direitos dos trabalhadores”, ou das comunidades locais para “proteger as liberdades civis”...! Daí surge, também, uma oposição à democracia (hoje em dia, quase totalmente abandonada): esta baseia-se no princípio “um homem, um voto”, que é um produto da tal idéia de se reconhecer apenas o Estado e o Indivíduo, ignorando os corpos intermédios. Em alternativa ao sufrágio igualitário, direto e universal, os conservadores, durante muito tempo, lutaram por sistemas baseados na representação dos grupos (e não dos indivíduos), como eleições indiretas, representação aristocrática, o mesmo número de deputados para várias regiões (independentemente da população), etc. Hoje em dia, este anti-democratismo quase que desapareceu, mas continua presente em alguns aspectos, como a defesa dos Lordes Hereditários pelos conservadores britânicos, ou do Colégio Eleitoral (onde o Presidente é, formalmente, eleito pelos Estados e não pelos indivíduos) pelos conservadores norte-americanos. Além disso, nota-se numa certa tendência conservadora que define “bom governo” como “governo que tem coragem para tomar medidas impopulares”. O pessimismo dos conservadores leva-os a ter uma atitude ambígua perante o poder do Governo: por um lado, porque acreditam que a maior parte dos problemas não têm solução, são pouco adeptos da intervenção governamental (por vezes, ainda menos do que os liberais); mas, por outro, exatamente porque acreditam que, qualquer coisa que se faça implica sempre em desagradar a alguém, acham que, nas poucas situações em que o governo intervenha, deve intervir com força e autoridade, estilo “murro na mesa”, sem perder grande tempo com “compromissos” ou “discussões”. No fundo, encontra-se de novo a nostalgia da Idade Média, onde o Rei mandava em poucas coisas (deixando grande parte dos assuntos aos senhores feudais, à Igreja ou aos municípios), mas, nessas coisas, a sua autoridade era incontestável.
terça-feira, 6 de março de 2007
LEIO E RELEIO

O Universo não é uma Idéia Minha...
A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso.
domingo, 4 de março de 2007
MORAL E LIBERALISMO
O neoliberalismo, que se critica muito pela sua “crueldade”, pela sua maneira “implacável” e até mesmo pelo seu carater “desumano”, nos remete a uma questão crucial.O problema é o seguinte:
Os fundadores do pensamento liberal, na realidade não elaboraram nenhuma “teoria econômica”. Simplesmente generalizaram aquilo que lhes mostrava a experiencia. E a experiencia lhes mostrava que o mercado livre, a livre competência era o melhor para os consumidores. “Não recebemos o pão, a carne, o leite que consumimos da generosidade do padeiro, do açougueiro ou do leiteiro”, escreveu Adam Smith. Cada um só está preocupado simplesmente com os seus interesses pessoais e, sem outra questão, parece que a partir daí surge uma mão invisivel para guiar todos esses intereses pessoais para um resultado que seja, através do seu intercâmbio, o mais conveniente para a sociedade e o seu conjunto.
Por que dizem que o neoliberalismo é cruel? Simplemente porque o neoliberalismo vai na raíz da questão: Diz que não há nada melhor para a sociedade do que deixar que funcione a livre concorrência e competencia, que deixar que funcione o livre jogo do mercado. E, desgraçadamente, neste jogo, que é da vida, tem que haver ganhadores e perdedores. Por acaso são cruéis os jogadores de uma equipe de futebol quando ganham de um adversário? Por acaso não se respeitam e inclusive se admiram mutuamente? É também assim a competência capitalista. Imagine quando Henri Ford inventou o automóvel. A humanidade se utilizava somente dos cavalos como meio e tração dos transportes desde ha muitos e muitos anos. Talvez centenas de anos, milhares. Imagine quantas famílias viviam dos adereços e utensílios como ferraduras e outros ítens que estruturavam os transportes em várias épocas. Todas elas tendo o cavalo como elemento central do transporte. Imagine as fábricas de carroças e carruagens e os milhares de empregos que geravam. Os neoliberais diriam que tem que haver liberdade para que os automóveis entrem em todos os países. Diriam que eles trazem inúmeras e imensas vantagens a todas as populações e que a nova indústria vai cria milhares de novos empregos e postos de trabalho. Novas pequenas indústrias surgem, maiores e mais dinâmicas que as indústrias do transporte baseada no cavalo. Agora imagine o que diriam os socialistas e os populistas, ou socialistas populistas que ao fim e ao cabo são quase a mesma coisa. Começariam a gritar e protestar raivosamente. Entrevistariam as famílias que ficariam desempregadas com o fim das indústria de carruagens. Organizariam marchas de operários, cocheiros, ferreiros, coureiros e etc… Diriam que os cavalos eram a maneira mais condizente de transporte e aqueles que queriam trazer o automóvel eram agentes do imperialismo “yanqui”. Acusariam os neoliberais de cruéis e desalmados. Dentro da Igreja haveria por certo posições bem disitintas. Alguns diriam que não se pode viver correndo atrás dos prazeres materiais e que a Jesus Cristo bastou um simples burro. Outros católicos iriam dizer que o automóvel é um advento muito bom, um progresso, que facilitará as visitas das famílias e dos amigos, os homens poderão desfrutar mais do mundo e das criações de Deus. E como todas a coisas boas, basta coloca-las no seu lugar e não exagerar no seu papel. Diriam muitos que o automóvel ia dar trabalho a muita gente e que deveriam ser criadas organizações, imediatamente de forma que se ajude as famílias que fossem ficar sem trabalho. Não há nenhuma contradição entre estes últimos católicos e os neo-liberais. A principal preocupação dos neoliberais é a liberdade. Estão convencidos de que a liberdade é a melhor forma de elevar o nível de vida das pessoas. E o que farão as pessoas com a liberdade? O que farão as pessoas com o seu bem estar econômico? O neoliberalismo não tem a resposta! Cada um é que tem que tratar de encontrar as suas próprias respostas na busca da felicidade. Na Igreja Católica existe uma outra coisa. Sua principal preocupação é, justamente, com a busca da felicidade. E a máxima felicidade, nesta vida, é a vida reta, e o respeito pelos 10 mandamentos. E mais, a Igreja oferece uma perspectiva maior, a vida eterna.
Durante todo o século XIX, católicos e liberais estiveram em bronca. Aos liberais não lhes era saudável que a Igreja impusesse contrariedades a liberdade. A Igreja, por sua vez, dizia que os liberais, a libertade sem um propósito transcendente, só levaria a um terrível vazio existencial e a frustração do destino humano. Existem é claro, muitos liberais anti-religiosos e muitos católicos anti-liberais. É um caminho equivocado e talvez já superado pela história, pois a história não é outra coisa do que que luta!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
LEIO E RELEIO
sábado, 3 de fevereiro de 2007
RECEITA DE SÁBADO
Neste sábado de fevereiro, o primeiro e com muito calor, o nosso Ricardo Gurvtiz lançou no Programa de Sábado um sabor espanhol - Huevos a la Flamenca...saboreie e bom apetite!HUEVOS a la FLAMENCA (ovos à Flamenga) Sevilha - Espanha
INGREDIENTES:
Ovos, tomates, cebola, alho, lingüiça defumada seca e azeite de oliva, sal pimenta preta.
ELABORAÇÃO
Cortar em lâminas os alhos e a cebola em quadrinhos, fritar em azeite de oliva e adicionar o tomate, fritar. Temperar com sal e pimenta. Tudo feito em uma panela de barro, em cima deste molho coloca-se uma rodada de rodelas de lingüiça seca defumada. Após se adiciona um par de ovos e espera-se que cozinhe a gema, que deve ficar mole. Se pode colocar umas tiras de pimentões verdes, vermelhos e amarelo ou ainda salsa e cebolinha.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
LEIO E RELEIO
HorizonteO mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre sobre as naus da iniciação.
Linha severa da longínqua costa ---
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.
sábado, 27 de janeiro de 2007
RECEITA DE SÁBADO
A receita deste sábado, do Ricardo Gurvitz, é um sabor alemão: Uma Galinha com Klösse (bolinho);Delicie-se...!
GALINHA COM KLÖSSE ( cozinha alemã)
Ingredientes
1 colher (sopa) de amido de milho se necessário
Ingredientes
1 colher (sopa) de amido de milho se necessário
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
1 e ½ colher(chá) de sal
5 xícaras (chá) de água
½ colher (chá) de óleo
2 quilos de galinha em pedaços
2 cubos de caldo de galinha
Bolinhos(Klösse):
2 colheres(chá) de fermento em pó
1 colher de (chá) de sal
1 e ½ xícara de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite
Preparo
Colocar a galinha na água temperada com os cubos de caldo, sal e pimenta-do-reino. Cozinhar na panela de pressão por 30 minutos. Quando estiver macia, retirar os pedaços de caldo e conservá-los aquecidos, enquanto se prepara os bolinhos. Bolinhos (Klösse): Peneirar a farinha, o fermento e o sal juntos. Misturar o ovo batido com cerca de 2/3 do leite e acrescentar à farinha. Se necessário, juntar mais leite à massa para que fique com a consistência de mingau, caindo da colher ao pegar. Ferver o caldo da galinha e colocar a massa em colheradas, formando bolas. Tampar a panela e cozinhar os bolinhos durante 5 minutos. Refogar os pedaços de galinha no óleo. Colocar numa travessa, regar com o caldo onde se cozinhou os bolinhos. Se necessário, engrossar o caldo com amido de milho. Servir com os bolinhos bem quentes. Não pensar no que disse o nosso Barão de Itararé: -“Pobre quando come galinha, um dos dois está doente"!
LEIO E RELEIO

Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco.
Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!
sábado, 20 de janeiro de 2007
PADRE ANTÔNIO VIEIRA

Enfim, Maria está com Deus: desatou-se dos cuidados e das obrigações do mundo, rompeu os laços da humanidade, deixou em soledade, o sangue, o amor e a mesma vida. Contra este não esperado apartamento, temos três queixosas a modo de Marta, e não queixosas de Maria, porque o executa, senão de Deus, porque o permite? E que queixosas são estas? A primeira é a Idade, a segunda a Gentileza, a terceira a Discrição. Pararam todas – como Marta. E que conformemente se queixam! Corpo, alma e união, é toda a fábrica do composto humano. Por parte da união queixa-se a idade cortada; por parte da alma queixa-se a discrição emudecida; por parte do corpo queixa-se a gentileza eclipsada. Chora a idade o golpe, chora a discrição o silêncio, chora a gentileza o eclipse, porque não lhe valeram contra a morte, nem à idade o mais florente, nem à gentileza o mais florido, nem à discrição o mais flórido. Vamos ouvindo estas queixosas: depois responderemos a elas.
LEIO E RELEIO

AH, UM SONETO...
Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear...
No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação?...
RECEITA DE SÁBADO

A dica do Ricardo Gurvitz deste sábado é uma batata gratinada. Simples, mas uma delícia como todas as receitas do Gurvitz.
BATATA GRATINADA COM PROVOLONE
Ingredientes
1 kg de batata cozida(s)
2 potes de nata fresca
300 gr de queijo prato
100 gr de provolone
2 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)
100 gr de margarina
3 cebolas raladas
1 tablete(s) de caldo de carne 2 dente(s) de alho picado(s)
2 pacotinhos de molho branco
Modo de preparo
Refogue as cebolas com a margarina, acrescentando o alho e a salsinha. Adicione a nata, e por fim o caldo de carne. Quando abrir fervura desligue. Cozinhar as batatas, cortá-las em rodelas médias. Montagem: untar uma forma refratária com margarina ou azeite, colocar as batatas em fileiras adicionar molho branco e parte do queijo prato, colocar mais uma camada de batata e o molho e o queijo prato adicionar o restante do molho com a última camada de batata e, por último, colocar o queijo provolone. Levar ao forno para gratinar. Comer quente ou frio. Prato especial para farofeiros nas praias. Empine o nariz, abra a marmita e bom apetite!
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
LEIO E RELEIO
sábado, 6 de janeiro de 2007
CARNE CHINESA
Hoje no Programa de Sábado da R.U. a receita foi uma Carne Chinesa com a qualidade e paladar do Ricardo Gurvitz.CARNE CHINESA
Para 2 pessoas
Ingredientes
200 gramas de patinho, coxão mole cortados em tirinhas finas
100 gramas de ervilhas frescas ou congeladas
1 xícara de shoyu
2 colheres de sopa de maizena
1colher de cafezinho de maizena
1 colher de clara de ovo
1 colher de cafezinho de açúcar
2 pitadas de aji-no-moto (glutamato de sódio)
1 colher de saquê , cachaça ou vinho branco
1 cubo de carne
1 xícara de óleo para fritar
sal, pimenta preta moída, cebolinha verde picada( bastante)
1 colher de sopa de óleo de gergelim torrado.
Molho: Em um recipiente: coloque duas xícaras de água fria, as duas colheres de maizena, sal , pimenta preta, açúcar, shoyu, 1 pitada de aji-no-moto. Ferva num pouquinho de água o cubinho de carne; pique a salsinha e junte ambos ao molho e reserve.
Carne: Pique a carne em tirinhas, coloque o sal, a pimenta preta, 1 pitada de aji-no-moto. um chorinho de shoyu, e a parte alcóolica. Deixe marinar por 30 minutos, junte a clara de ovo, e misture bem com os dedos, lamba os dedos e sentira se está bem temperada. Coloque a colher de cafezinho de maizena, para com movimentos bem, eróticos, deixar toda a carne envolvida, como se fosse passar talco na mulher amada. Coloque óleo na frigideira e quando estiver bem quente, já fumegando. Coloque a carne para uma fritura rápida. Retire e reserve. No óleo restante, coloque as ervilhas, frite rapidamente, retorne a carne frita e misture, jogue o todo o molho e misture bem quando a fervura terminar. Jogue a colher de sopa de óleo gergelim torrado.
Sirva com arroz branco e como com os hashis ( pauzinhos)
sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
SABORES
Picanha ao Sal GrossoIngredientes:• 1 Peça de Picanha (1Kg e 200g)
• 1 Pacote de Sal Grosso
Preparo:
Espalhe o sal grosso no fundo de uma assadeira. Coloque a picanha com a gordura voltada para cima e cubra totalmente com o sal grosso. Leve ao forno médio por, aproximadamente, 1 hora. Após assada quebre o sal, retire a picanha e fatie.
A PICANHA
O homem que inventou o churrasco de picanha tem o seu lugar cativo no céu. Dizem que foi numa manhã de domingo (a picanha não pode ter sido criada em outro dia da semana), que o sujeito observou um pedaço inteiro de alcatra e percebeu que podia tirar dali o mais apreciado corte de carne brasileiro. Na sua frente, na alcatra, uma porção cerca de um quilo valeria uma cadeira no paraíso. E então este homem soube escolher o local do corte. Ao separar o restante da alcatra daquele naco de carne que um dia viria a ser conhecido por picanha, o inventor havia percebido uma maciez incomum numa das pontas da peça. O novo corte de carne também possuía marmorização das fibras, ou seja, grande quantidade de gordura entre os veios do corpo bovino. Esta gordura daria logo mais, quando o pedaço de carne estivesse devidamente assado, suculência e sabor à peça. De um dos lados da picanha, há uma espessa capa de gordura. Novamente a gordura, condenada pelos médicos e absolvida pelos apreciadores do bom churrasco, ajudaria o novo corte de carne a se destacar entre os demais pedaços do boi. Com a prática, é provável que o inventor tenha percebido a dinâmica do churrasco de picanha. Para obter uma peça mal passada, a carne deve ir ao fogo com a gordura para cima. Ao final, virando-a de cabeça para baixo, apenas deixe a capa de gordura ganhar crocância. Especialistas garantem que este é a maneira mais garantida de se obter uma picanha ultra suculenta. Se a preferência pela carne ao ponto, a gordura deve estrear no fogo virada para baixo. Para honrar a tradição do primeiro picanheiro, o consumidor deve estar atento às medidas da peça. A picanha pesa 1,5 quilo, no máximo, e tem cerca de 25 centímetros de comprimento no seu formato triangular (foto acima). Passando destes valores, é provável que o açougueiro esteja lhe empurrando um belo naco de coxão duro no pacote. E esta prática rende assento vitalício nas chamas do inferno.
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
LEIO E RELEIO

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
LEIO E RELEIO

Nada que sou me interessa
NADA QUE SOU me interessa.
Se existe em meu coração
Qualquer que tem pressa
Terá pressa em vão.
Nada que sou me pertence.
Se existo em que me conheço
Qualquer cousa que me vence
Depressa a esqueço.
Nada que sou eu serei.
Sonho, e só existe em meu ser,
Um sonho do que terei.
Só que o não hei de ter.
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
LEIO E RELEIO

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
sábado, 7 de outubro de 2006
LEIO E RELEIO

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, 'stou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
terça-feira, 3 de outubro de 2006
LEIO E RELEIO

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhaslágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses!
Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos. Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
sábado, 9 de setembro de 2006
LEIO E RELEIO

MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
MOVIE
Continuação da lista:
31 - Lawrence da Arábia
32 - Rastros de Ódio
33 - Os Imperdoáveis
34 - A Ponte do Rio Kwai
35 - O Cantor de Jazz
36 - Sem Destino
37 - Laranja Mecânica
38 - Perdidos na Noite
39 - Amor Sublime Amor
40 - Crepúsculo dos Deuses
Segue
31 - Lawrence da Arábia
32 - Rastros de Ódio
33 - Os Imperdoáveis
34 - A Ponte do Rio Kwai
35 - O Cantor de Jazz
36 - Sem Destino
37 - Laranja Mecânica
38 - Perdidos na Noite
39 - Amor Sublime Amor
40 - Crepúsculo dos Deuses
Segue
terça-feira, 29 de agosto de 2006
CANTOS

Nem todas as cidades têm os seus encantos, mas todas elas possuem os seus "cantos". Algumas possuem os dois: Os encantos e os cantos. Aliás o bom das cidades são os seus "cantos"! São aqueles locais em que você "se soca" e fica tranqüilo, como se fosse um morador do local. Fica apreciando gestos, costumes, maneiras, invariavelmente bebendo. São aqueles locais onde geralmente o morador da terra sempre está presente e tem algo a lhe ensinar ou pra contar. Em Colônia, na Alemanha, fiquei sabendo de uma lenda que deu origem a uma fonte que é um local muito procurado pelos turistas e seria uma espécie de marco inicial da cidade, a Heinzelmännchenbrunnen ou: A Fonte de Leprechaun
Reza a lenda que na cidade, no seu início, quando todos dormiam, uma infinidade de anões realizavam o trabalho necessário para manter a estrutura do local. Ao amanhecer as coisas estavam prontas e o povo não tinha nada a fazer. Certa noite uma mulher curiosa em desvendar o mistério de que tudo na cidade amanhecia pronto, saiu com uma lanterna para saber o que acontecia e descobriu o segredo. A magia terminou e nada mais foi como antes. A cidade e os seus habitantes tiveram, a partir da descoberta da mulher curiosa e bisbilhoteira, ter que mudar o seu modo de vida, baixar a cabeça e só pensar em trabalho. Assim teria nascido a cidade de Köln, uma das mais antigas da Alemanha. Bem em frente a Fonte de Leprechaun, que tenta reproduzir em monumento a lenda, fica uma das cervejarias mais visitadas da cidade, mas é um "canto" dos habitantes de Colônia, mesmo que muitos turistas estejam por lá todos os dias. Ali, num canto, você bebe "Kolsch" até colocar uma "bolacha" sobre o copo e o garçon entender que você não quer mais. Na foto, o canto de Colônia que é um encanto. Está criado no "blog" a editoria "canto das cidades". Toda a cidade tem o seu canto, as vezes muito mais do que os encantos.
sábado, 26 de agosto de 2006
MOVIE
A minha lista:
1 - Casablanca
1 - Casablanca
2 - Cantando na Chuva
3 - O Poderoso Chefão (a trilogia)
4 - Dr. Jivago
4 - Dr. Jivago
5 - Caçadores da Arca Perdida
6 - As Vinhas da Ira
7 - Taxi Driver
8 - O Silêncio dos Inocentes
8 - O Silêncio dos Inocentes
9 - Assim Caminha a Humanidade
10 - Adivinhe Quem Vem Para Jantar ?
11 - A Um Passo da Eternidade
12 - King Kong (o primeiro)
13 - Tubarão
14 - Apocalipse Now
14 - Apocalipse Now
15 - ...E o Vento Levou
16 - Cidadão Kane
17 - O Sol é Para Todos
18 - Janela Indiscreta
18 - Janela Indiscreta
19 - Os Brutos Também Amam
20 - Se Meu Apartamento Falasse
21 - O Franco Atirador
21 - O Franco Atirador
22 - Luzes da Cidade
23 - Sinfonia de Paris
24 - Butch Cassidy
25 - 2001: Uma Odisséia no Espaço
25 - 2001: Uma Odisséia no Espaço
26 - A Primeira Noite de Um Homem
27 - A Lista de Schindler
28 - Contatos Imediatos do Terceiro Grau
29 - Os Melhores Anos de Nossas Vidas
30 - Psicose
Segue
30 - Psicose
Segue
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
RACISMO, CONSTITUIÇÃO E IGUALDADE
PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes...
E aí segue...
Em Porto Alegre alguns querem ser mais iguais...
TCE-RS manda prefeitura de Porto Alegre exonerar professores admitidos por lei de cotas
Sob a alegação de que a medida é inconstitucional, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul determinou que a Prefeitura de Porto Alegre exonere dez professores nomeados no ano passado em razão de cota prevista em lei municipal.
A Lei Complementar 494, de 2003, determina que negros têm direito a 12% de vagas nos concursos públicos de Porto Alegre. O relator do processo no TCE, Pedro Henrique Poli de Figueiredo, diz que a decisão não tem conotação racial, mas se baseia "na análise técnica e jurídica da questão", que, segundo ele, mostra haver ilegalidade por ferir o princípio constitucional da igualdade. A Lei Complementar 494/2003 considera afro-brasileira toda pessoa que assim se declare. Se houver a comprovação de que a declaração era falsa, o candidato perde o direito à cota e, conseqüentemente, à inscrição ou ao emprego.
Como ainda cabe recurso, os professores serão mantidos em seus cargos, até eventual confirmação da determinação. Enquanto isso, eles já se organizam para ter apoio de políticos e grupos de defesa dos direitos dos negros. Caso o pleno do TCE, para onde seguirá o recurso, mantenha a decisão, haverá ainda a possibilidade de a prefeitura entrar com processo judicial, o que poderia levar o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), por se tratar de tema constitucional.
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes...
E aí segue...
Em Porto Alegre alguns querem ser mais iguais...
TCE-RS manda prefeitura de Porto Alegre exonerar professores admitidos por lei de cotas
Sob a alegação de que a medida é inconstitucional, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul determinou que a Prefeitura de Porto Alegre exonere dez professores nomeados no ano passado em razão de cota prevista em lei municipal.
A Lei Complementar 494, de 2003, determina que negros têm direito a 12% de vagas nos concursos públicos de Porto Alegre. O relator do processo no TCE, Pedro Henrique Poli de Figueiredo, diz que a decisão não tem conotação racial, mas se baseia "na análise técnica e jurídica da questão", que, segundo ele, mostra haver ilegalidade por ferir o princípio constitucional da igualdade. A Lei Complementar 494/2003 considera afro-brasileira toda pessoa que assim se declare. Se houver a comprovação de que a declaração era falsa, o candidato perde o direito à cota e, conseqüentemente, à inscrição ou ao emprego.
Como ainda cabe recurso, os professores serão mantidos em seus cargos, até eventual confirmação da determinação. Enquanto isso, eles já se organizam para ter apoio de políticos e grupos de defesa dos direitos dos negros. Caso o pleno do TCE, para onde seguirá o recurso, mantenha a decisão, haverá ainda a possibilidade de a prefeitura entrar com processo judicial, o que poderia levar o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), por se tratar de tema constitucional.
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