GENERAL SÉRGIO TAVARES CARNEIROFUNDAÇÃO TROMPOWSKYhttp://www.trompowsky.org.br/Em junho deste ano fui convidado a conhecer a
Fundação Trompowsky – Organizadora dos Jogos Mundiais da Paz / Jogos Mundiais Militares de 2011 que vão reunir mais de 120 países e 7000 atletas militares no Rio no ano que vem. A Fundação é muito conhecida no meio militar, tem a sua base no Rio de Janeiro e quer ser difundida para toda a sociedade brasileira. A Fundação Tromp

owsky tem a sua sede principal no histórico
Palácio Duque de Caxias, na praça de mesmo nome e é uma entidade jurídica de direito privado e serve como base de apoio ao Departamento de Educação e Cultura do Exército Brasileiro, sendo credenciada pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, possuindo registro no Ministério Público do Rio de Janeiro. Desde a sua criação, em 2006, ela está atuando no desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão, voltados para a assistência educacional, cultura e à saúde. Também elabora ações destinadas ao desenvolvimento esportivo, tecnológico, dos direitos humanos e da cidadania.

A
Fundação Trompowsky – nome em homenagem ao Marechal Trompowsky que foi o Patrono do Quadro do Magistério do Exército – pretende, em função da sua atuação ser reconhecida tanto internamente, pelo Sistema de Ensino do Exército, quanto externamente, em âmbito nacional e internacional, como entidade de excelência, prioritariamente, na área da educação, mas também nas de capacitação, tecnologia da informação e demais setores de atividades. Por isso a iniciativa de ‘abrir’ as suas portas para que a sociedade a conheça e usufrua dos seus serviços.
Na visita à Fundação fui recebido pelo
General Sérgio Tavares Carneiro, 57 anos, um cearense de Fortaleza, casado com três filhos e três netas. Este torcedor do Botafogo, simpático, eficiente e prático formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em 1975, e cursou os seguintes Estabelecimentos de Ensino: Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), em 1985; Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), em 1993, e o Curso de Política. Estratégica e Alta Administração do Exército (CPEAEx) em 2001. Foi Comandante do 31º GAC (Es) - Grupo de Artilharia de Campanha (Escola) e promovido ao posto de Oficial-General em 2006, sendo nomeado Diretor de Pesquisa e Estudo de Pessoal. Finalmente, em 2009, foi nomeado Comandante da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército (AD/1). Despediu-se do serviço ativo do Exército em 2010 e, atualmente, além de Vice-Presidente da Fundação Marechal Trompowsky é o Presidente da Comissão dos V Jogos Mundiais Militares no Comando Militar do Leste, denominados Jogos da Paz, a serem realizados em Julho de 2011 no Rio de Janeiro, reunindo em 20 modalidades esportivas, aproximadamente 120 (cento e dez) países, 7.000 (sete mil) atletas, tornando-se a segunda maior competição do planeta em número de participantes. A conversa com o General Sérgio girou em torno da educação e nas possibilidades da Fundação chegar ao Rio Grande do Sul através de entidades pública ou privadas que se interessem pelos seus serviços. Confira:
Paulo Gastal Neto –
General Sérgio, obrigado pela recepção aqui no Palácio Duque de Caxias e de imediato coloco a sua disposição este espaço para que a Fundação Trompowsky seja divulgada aqui no sul do Rio Grande.General Sérgio – Inicialmente quero cumprimentar os irmãos do sul e dizer que a ‘nossa’ Fundação é uma entidade privada e o órgão instituidor foi o Departamento de Educação e Cultura do Exército Brasileiro, porém nós somos uma fundação privada que tem como meta principal a capacitação de recursos humanos. Nós temos uma plataforma de ensino à distância de grande monta e exitosa. Hoje nós temos ‘on line’ em torno de 16.000 alunos e visamos sempre apoiar o ensino no exército. A fundação não visa lucro e todos os recursos auferidos são empregados, são destinados ao sistema de ensino do exército que é capitaneado pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército.
Paulo Gastal Neto –
General, eu tive a oportunidade de perceber há uma grande preocupação em acompanhar o avanço tecnológico e atualizar as organizações ligadas á Fundação, já que o ‘nosso mundo’ está numa constante evolução. É dessa maneira que a Fundação atua?
General Sérgio – Com certeza, os nossos especialistas na área de TI desenvolveram uma plataforma e um dos retornos desta ‘expertise’ é o nosso Colégio Militar de Manaus que está dentro do sistema Colégio Militar e que ganhou a pouco um prêmio internacional de competência na área de ensino à distância o que prova a excelência da gestão da nossa plataforma de ensino.
Paulo Gastal Neto -
É importante que seja colocado que os cursos regulares do exército como a AMAN (Academia Militar de Agulhas Negras), CMs (Colégios Militares), ESs (Escolas de Sargentos), etc... utilizam-se diretamente deste suporte oferecido pela Fundação Trompowsky? General Sérgio – Completamente! Eu diria o seguinte: Se a Fundação Trompowsky faltasse hoje ao sistema de ensino do nosso exército, particularmente na área de acesso ‘on line’, na área de banco de dados, o nosso sistema de ensino voltaria no tempo com certeza em torno de 20 anos. Hoje a nossa Academia Militar das Agulhas Negras está completamente ‘on line’ assim como a nossa Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, a nossa Escola de Comando de Estado Maior do Exército, e todos integrados, todos se falando, todos os alunos, todos os cadetes, em torno de 2000 deles, com acesso direto a todo o tipo de informação. O comando do DECEX (Departamento de Educação e Cultura do Exército), que é o ‘MEC’ do exército, fala com todas as suas escolas em tempo real e tudo isso é liderado pela nossa equipe que tem que estar em dia com o que há de melhor, de mais atual na área de TI (Tecnologia de Informação).
Paulo Gastal Neto –
Gostaria que o senhor colocasse ao nosso público ouvinte e leitor, General Sérgio, que todo esse suporte de ensino pode estar à disposição de instituições públicas e privadas, já que a Fundação Trompowsky deixou de ser uma instituição voltada somente para o Exercito Brasileiro e hoje está aberta à sociedade.General Sérgio – É verdade. Atualmente nós já temos parcerias firmadas com a UNISUL, temos parcerias em andamento com Universidades Federais da região norte e nordeste do país e com prefeituras. As parcerias são simples e objetivas: Nós de posse do conteúdo do curso, que seja ele de pós-graduação, especialização, a nossa equipe desenvolve a parte virtual e o acompanhamento, o monitoramento e tutoria. Tudo isso em tempo real. Isso tem se mostrado de grande eficiência, porque nós temos um serviço de ouvidoria e só temos recebido elogios. Alguma crítica chega, mas que sempre é salutar acontecer para que a gente possa processar e desenvolver a melhoria, talvez adotando novos rumos na direção do enfrentamento daquela crítica que consideramos construtiva.
Paulo Gastal Neto –
General Sérgio, falamos aqui antes da entrevista sobre o Pólo Naval do Rio Grande, junto ao Porto do Rio Grande. Pergunto objetivamente General Sérgio, o que poderia ser feito na formação de técnicos, em cursos de suporte nas áreas de atuação daquele pólo naval lá do sul do país?General Sérgio – A parte de conteúdo a Fundação Trompowsky não interfere. O órgão contratante fornece o conteúdo e a Fundação Trompowsky com os seus especialistas trabalha na viabilização da plataforma virtual a ser desenvolvida. Esse trabalho é feito com especialistas da mais alta qualidade do país que estão à nossa disposição. Repito que a nossa plataforma se não for a melhor é com certeza uma das melhores, comprovadamente e constantemente sendo testada.
Paulo Gastal Neto –
A Fundação Trompowsky funciona aqui no Palácio Duque de Caxias, no centro do Rio de Janeiro e um dos principais endereços das Forças Armadas do Brasil. Gostaria que o senhor falasse um pouco do momento do Exército Brasileiro.General Sérgio – Nós vemos o ensino no exército com muita satisfação, porque a cada fato, a cada retorno que nós temos a resposta da nossa capacitação dos recursos humanos é muito auspiciosa. Como exemplo eu cito o seguinte: Nós temos hoje em torno de 140 missões em torno do mundo em todos os postos e graduações. E a nossa equipe se destaca. Qualquer que seja a missão, observador da ONU, emprego real de tropas, presenças em várias situações, as nossas equipes no Haiti que todos são testemunha do belíssimo trabalho que o exército vem desenvolvendo por lá, então o nosso ‘recurso humano’ cumpre a missão e como dizemos na nossa gíria ‘dá um banho’ e isso se deve, com certeza, a sua formação e o exército preocupado e priorizando sempre a formação dos seus recursos vem investindo. Na área de ensino é a que menos sofre cortes quando eles ocorrem porque nós temos certeza de que o nosso maior valor é o nosso home, é o nosso ‘recurso humano’, desde o soldado até o oficial mais graduado e antigo. O nosso ensino hoje é um ensino de ponta e reconhecido internacionalmente. Nós temos intercâmbios, além das missões reais que eu citei, nós temos intercâmbios com Escolas de Formação dos Estados Unidos, Chile, América Central, Europa e a nossa equipe participa de cursos em todos os níveis e o resultado é sempre o melhor possível. Objeto de muito elogio daqueles países que nos recebem e a recíproca é verdadeira, pois nós recebemos oficiais de várias nações que freqüentam os nossos cursos e tudo isso nos dá a certeza de que estamos trilhando o caminho certo. O ensino do exército é referência.
Paulo Gastal Neto –
Não posso deixar de fazer uma referência, quase obrigatória, da relação do Rio Grande do Sul com o Rio de Janeiro, afinal centenas de militares cariocas estão lá no sul, general Sérgio, e até da histórica importância do Rio Grande nas campanhas do nosso exército?General Sérgio – As possibilidades de parcerias com o sul, através do ensino à distância da Fundação Trompowsky, com universidades e escolas do sul são de grande valia e não tenho dúvida nenhuma que vamos exercer o que a gente diz na gíria, ‘o melhor negócio do mundo’, ou seja, todas as partes lucram. Lucra a instituição Exército Brasileiro, que a família militar que é imensa e que labuta fortemente no sul, não só os oriundos do sul, mas os nordestinos, os cariocas, os paulistas, amazonenses, que estão lá as vezes longe dos filhos. Os filhos em outras cidades por problemas de natureza administrativa e o ensino à distância dá esta flexibilidade e como dado em relação a isso os militares que estão em missão no exterior, os seus filhos fazem o ‘Colégio Militar de Manaus’ à distância. Os companheiros que estão em pelotões de fronteira, em locais de difícil acesso, como foi levantado pela DEPA – Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial, que comanda todos os colégios militares, definiu os locais que seriam beneficiados e então os filhos de militares cursam o Colégio Militar como se estivessem em ‘curso presencial’ só que à distância e como já disse no início da nossa conversa o Colégio Militar recebeu um prêmio internacional nesta área e temos então convicção que essa viabilidade é de 99,9% possível.
Paulo Gastal Neto –
General Sérgio Tavares Carneiro, vice-presidente da Fundação Trompowsky, agradeço ter me recebido aqui para esta conversa a ser transmitida na metade sul do Rio Grande e coloco o espaço a sua disposição para considerações que o senhor ache pertinente.
General Sérgio – Nós é que agradecemos a sua visita, esse interesse demonstrado em nos conhecer e dizer que aguardamos que outras equipes da metade sul do Rio Grande do Sul venham conhecer o nosso trabalho. Da metade norte também...! Temos que fazer, como se diz no nordeste (eu sou nordestino) essa ‘criança nascer de parto normal’. Temos uma grande expertise na área e para aqueles que se interessarem em nos conhecer, de qualquer instituição de ensino sejam elas federais ou particulares, vir ver de perto o que fazemos e como fazemos. Nós temos um escritório na Avenida Rio Branco que é o coração do Rio, o coração comercial, um espaço amplo e lá nós centralizamos todo o comando tutorial da plataforma à distância. Então é fato que causa uma impressão muito boa você ver aquele clima de trabalho, de responsabilidade e de seriedade e o produto final é o aluno, a pós-graduação, é o mestrando e nós estamos convictos que estamos fazendo o nosso dever de casa, ajudando o nosso exército, ajudando a nação brasileira através dos alunos que tem essa facilidade e vamos finalizar torcendo para que façamos boas parceira no sul e que se efetivem e que a gente a curto e médio prazo esteja usufruindo desse estreitamento e que várias famílias gaúchas, através dos seus filhos estejam sendo beneficiados, assim como a família militar também.
Paulo Gastal Neto – Muito obrigado.