sábado, 25 de agosto de 2007

RECEITA DE SÁBADO

Hoje um peixe. O gostoso e tradicional linguado. Com a manteiga negra e alcaparras. Simples, saudável, delicioso. Me lembra o "velho" restaurante Vinícius que funcionou na Gonçalves Chaves no Estádio do Pelotas.


Linguado ao Molho de Alcaparras

Ingredientes

1 colher de óleo de canola;
1 colher de sopa de farinha de trigo;
1 colher de sobremesa de salsa;
1 colher de manteiga;
1 colher de alcaparras;
Uma xícara de chá de caldo de legumes;
2 filés de linguado;
1 dente de alho;
½ suco de limão;
Sal a gosto;

Modo de Preparar

Temperar os filés com o limão, o alho e o sal. Deixar descansar por 15 minutos. Em uma frigideira antiaderente, colocar o óleo e deixar esquentar. Passar os filés ligeiramente na farinha. Colocar para fritar em fogo médio. Dourar dos 2 lados. Retirar os filés. Na mesma frigideira, colocar o caldo de legumes, a manteiga, as alcaparras e a salsa picada. Deixar ferver por 2 minutos. Regar os filés e sirva-os acompanhados de batata cozida.

sábado, 11 de agosto de 2007

RECEITA DE SÁBADO

A dica do Ricardo Gurvitz deste sábado é fácil, prática e deliciosa. O sempre pronto para "quebrar galho" espaguete.

Espaguete ao Limão com Nozes

INGREDIENTES: para (6 pessoas)
100 g de manteiga
2 xícaras (chá) de creme de leite fresco
1 pitada de noz moscada ralada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Raspas da casca de 1 limão
Suco de meio limão
100 g de nozes picadas
Queijo parmesão a gosto
500 g de espaguete cozido al dente

Preparo:
- Em uma panela grande e larga, coloque a manteiga e deixe derreter; tempere com sal, pimenta e noz-moscada; mexa e acrescente as raspas de limão.
- Quando ferver, junte o creme de leite e deixe levantar fervura novamente.
- Acrescente o espaguete cozido e ainda quente ao molho e mexa delicadamente; corrija o sal e a pimenta, se necessário.
- Acrescente o parmesão e regue o suco do limão sobre o espaguete.
- Sirva bem quente.

sábado, 7 de julho de 2007

RECEITA DE SÁBADO

A receita deste sábado é fácil e rápida. Um sábado que não houve programa, mas a receita aqui está.


Risoto Rápido de Camarão

Ingredientes:
400 g de Camarão Descascado;
Manteiga;
01 cebola média;
Salsa;
Orégano;
Sal;
Pimenta;
Cebolinha verde;
Limão;
Arroz.

Preparo:

Tempere os camarões com sal, pimenta e limão. Numa frigideira, derreta manteiga e frite os camarões. Adicione cebola picada, salsa e orégano. Quanto estiver pronto, misture o arroz já cozido (branco ou a grega) ao camarão. Para dar mais sabor, raspe bem os ingredientes que se depositam ao fundo da frigideira e misture lentamente ao arroz.

Dica: Sirva acompanhado de salada de tomates e legumes.

sábado, 30 de junho de 2007

RECEITA DE SÁBADO

Após a fase dos "patos", já passamos pelo bacalhau, o Ricardo Gurvitz vai lançar o período do coelho. Hoje, um Coelho à Italiana. Mais uma do Gurvitz. Ah...logo ali ao lado estão todos os detalhes sobre o lançamento do seu livro no próximo dia 9 no Clube Comercial. Mas...ao Coelho...!



Ingredientes:
02 coelhos novos de cerca de 1 kg cada;
03 cebolas;
02 colheres de sopa de salsa picada;
06 colheres de sopa de azeite de oliva;
pimenta-do-reino;
1 1/2 xícara (chá) de farinha de rosca;
1 1/2 xícara (chá) de maionese;
02 colheres de sopa de pepinos em conserva picados;
01 colher de sopa de alcaparras;
sal;

O preparo

Limpe os coelhos e corte em pedaços, cuidando para não quebrar os ossos. Coloque os pedaços numa vasilha funda e tempere com as cebolas picadas, 1 colher de sopa de salsa, o azeite de oliva, o sal e a pimenta. Deixe tomar gosto por cerca de 1 hora. Aqueça bem o forno. Retire os pedaços de coelho do tempero, escorra um pouco e leve ao forno para grelhar, virando algumas vezes para que cozinhem por igual. Pincele com o azeite do tempero, embebendo bem cada pedaço. Passe pela farinha de rosca e torne a levar ao forno para dourar. Prepare a maionese, acrescentando os pepinos em conserva, as alcaparras e o restante da salsa picada. Sirva o coelho com a maionese, batatas fritas e pedaços de limão.

Preparo: 40 minutos
Cozimento: 45 minutos
Rendimento: 6 porções

sábado, 23 de junho de 2007

RECEITA DE SÁBADO

Num sábado de chuva uma receita bem em conta a que o Ricardo Gurwitz está nos trazendo. Um simples franguinho, mas um franguinho bem aproveitado também transforma-se numa ótima opção. Um sabor português. Bom a petite! O PATO LAQUEADO ficou para a próxima quinta-feira. Aguardemos pois!



FRANGO À BRÁS
Cozinha portuguesa

1 frango cozido e desfiado
1 cebola(s)
3 dente(s) de alho
azeite
sal e pimenta
1 emb. batata palha
4 ovos
salsa picada

Preparo

1. Numa panela coloque um fio de azeite com a cebola e o alho cortados finamente até dourar.
2. Junte o frango desfiado e tempera-se com uma pitada de sal, pimenta e salsa e deixa-se refogar um pouco, não deixando pegar. Retire do fogo
3. Batem-se os ovos com um garfo.
4. Junte a batata palha ao refogado e misture bem.
5. Sobre tudo, deite os ovos e mexa sempre.
6. Acompanhe com salada de alface e tomate.

sábado, 9 de junho de 2007

RECEITA DE SÁBADO

Hoje o Ricardo Gurvitz esmerou-se: Um "Pato com Laranja" com complementos. Delicioso deve ser. Deixe o trivial de lado e aproveite o fim de semana com um sabor diferente:

PATO COM LARANJA E PASTA DE PIMENTA CALABRESA

Ingredientes

1 pato médio de cerca de 3 Kg
1 colher de sopa de casca de laranja ralada
4 colheres de sopa de hortelã picada
2 dentes de alhos picados
1 xícara de suco de laranja
3 colheres de sopa de farinha de trigo
1 copo de caldo de galinha

PASTA DE PIMENTA CALABRESA

2 dentes de alho amassado
2 colheres de sopa de páprica doce
1 colher de sopa de pimenta calabresa seca
1 colher de sopa de cominho em pó
1 colher de coentro em pó
2 colheres de colorau
2 colheres de sopa de vinho branco seco

Preparo

Lave e seque o pato com toalha de papel. Faça uma mistura de casca de laranja, metade da hortelã picada e o alho e esfregue o interior do pato. Coloque o pato em uma assadeira que possua uma grelha. Com o peito para cima, fure-o com um garfo. Asse por uma hora. Reserve a gordura que ficou na assadeira. Para feitura da pasta de pimenta: misture todos os condimentos, batendo em um liqüidificador até ficar bem homogêneo. Retire o pato do forno, despreze a gordura do fundo da assadeira. Esfregue a pasta por toda a superfície do pato por mais uma hora em calor brando. Regando sempre com suco de laranja. Retire o pato do forno, destrinche e mantenha quente. Com o que restou na assadeira, coloque o caldo de galinha, mais a gordura reservada, a hortelã restante, a farinha de trigo. Cozinhe até encorpar. Sirva os pedaços de pato com o molho preparado.

OBS:
Use sempre uma grelha, para evitar que o pato frite em sua gordura e não asse. Assim a pele ficará mais crocante. Não dê bola para os colesterois e triglicerídeos da vida moderna.

sábado, 2 de junho de 2007

LEIO E RELEIO

Se alguém bater um dia à tua porta,

Dizendo que é um emissário meu,

Não acredites, nem que seja eu;

Que o meu vaidoso orgulho não comporta

Bater sequer à porta irreal do céu.

Mas se, naturalmente, e sem ouvir

Alguém bater, fores a porta abrir

E encontrares alguém como que à espera

De ousar bater, medita um pouco. Esse era

Meu emissário e eu e o que comporta

O meu orgulho do que desespera.

Abre a quem não bater à tua porta!

Fernando Pessoa, 5-9-1934.

sábado, 28 de abril de 2007

RECEITA DE SÁBADO

CHICLETE DE CAMARÃO
INGREDIENTES:
400 gramas de camarão
3 dentes de alho
1 cebola pequena
1 dose de conhaque (25ml)
2 colheres de sopa de azeite de dendê

Molho branco
20g de mussarela
20g de provolone
20g de gorgonzola
20g de catupiry
20g de parmesão
20g de queijo minas, tipo padrão
Sal
Pimenta a gosto

MODO DE PREPARO:

Numa frigideira, coloque o azeite de dendê e aqueça. Depois junte o alho e a cebola, bem picados, e deixe dourar. Em seguida acrescente o camarão. Mexa bem e coloque o conhaque para flambar. O camarão deve ficar bem dourado. Então acrescente o molho branco, encorpe bem o molho no camarão e junte os queijos. Deixe ferver até que todo o queijo derreta. A seguir coloque num refratário de vidro, cubra com queijo mussarela, decora as bordas com catupiry, e polvilhe com parmesão ralado. Leve ao forno para gratinar. Sirva quente.

sábado, 21 de abril de 2007

RECEITA DE SÁBADO

O Gurvitz veio ao Programa de Sábado neste feriado de Tiradentes, mas não trouxe receita. Está perdoado porque ilustra com dedicação o nosso "bate papo" que está em novo horário: Das 10:30 h às 11:30 h todos os sábados. Mais próximo da hora do almoço. O Cássio, em Brisbane na Austrália ficou esperando a dica que não veio. Não faz mal. Recorri ao velho livro que tenho na cozinha. Um espaguete com ricota ao molho pesto é sempre bem vindo.


Ingredientes:

500 g de espaguete
300 g de ricota
sal
noz-moscada
pimenta-do-reino
molho tipo pesto à Siciliana Rial Gourmet
4 colheres de sopa de água quente
queijo ralado tipo parmezão graúdo

Como preparar:

Cozinhar o espaguete em água com sal até o ponto de “al dente”. Em uma terrina fazer a mistura da ricota, uma pitada de noz-moscada, uma pitada de pimenta, duas colheres de sopa de molho pesto (ou ao seu gosto), uma colher de queijo ralado e a água quente. Bater muito bem e misturar ao espaguete quente. Hummmm.

sábado, 14 de abril de 2007

RECEITA DE SÁBADO

A receita deste sábado vem da região do Minho, Portugal. É mais uma dica de um bom bacalhau que o Ricardo Gurvitz nos deixa aqui no blog. Delicie-se!


Bacalhau à Margarida da Praça

Ingredientes para 6 pessoas

1 bom lombo de bacalhau
3 cebolas grandes
1 dente de alho
5 dl de azeite
pimenta
1,200 kg de batatas


Confecção:

Demolha-se muito bem o bacalhau e assa-se na brasa ou na chapa.Tem-se ao fogo uma panela com água na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas às rodelas finíssimas, o dente de alho muito bem picado e o azeite.Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se às rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.Serve-se bem quente.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

BACALHAU COM NATAS

Hoje a receita é minha. Saboreada lá atrás no tempo, não sei, acho que em 1996 na primeira ida à Lisboa. Vêm do Restaurante "Mestre André" - Calçadinha de Sto. Estevão, número 6 - fone 21 887 1487 - descoberto pelo Eduardo e que é roteiro oficial para quem o visita em terras lusas.



BACALHAU COM NATAS
INGREDIENTES:
600g de Lombo de Bacalhau Dessalgado (ou 500g de Lombo de Bacalhau Salgado e Seco);
2 cebolas médias
30 g de farinha
30 g de manteiga
150ml de leite
250ml de natas (creme de leite fresco)
1 folha de louro
Sal
Pimenta
Cravinho
Queijo ralado

MODO DE PREPARAR:

(Se o bacalhau é salgado e seco, deve antes ser dessalgado conforme as instruções).

Cozinhar o bacalhau em água a ferver por 5 minutos. Retirar, escorrer e retirar pele e espinhas, desfazendo o bacalhau em lascas. Cortar as batatas em palitos o mais finos possíveis, dourando-as levemente à parte numa frigideira com óleo.Para fazer o creme de natas, levar ao fogo a manteiga, juntar a farinha e mexer bem. Adicionar o leite, previamente fervido, lentamente, mexendo sempre, e deixar cozer, continuando a mexer com uma colher de pau. Por fim, temperar com sal e pimenta e juntar as natas (creme de leite fresco) quando adquirir uma consistência muito cremosa. Levar o azeite ao fogo numa frigideira, juntando de seguida a cebola em rodelas para refogar. Assim que começar a alourar, juntar o bacalhau em lascas para que refogue um pouco.Num tabuleiro de ir ao forno, untado com manteiga, deitar este preparado, colocando uma camada das batatas fritas por cima.Cobrir tudo com o creme de natas, polvilhar com queijo ralado e levar ao forno para ganhar um pouco de cor.

quarta-feira, 28 de março de 2007

LEIO E RELEIO


Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.

Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido,

Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo.

E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

sábado, 24 de março de 2007

RECEITA DE SÁBADO


Hoje a receita vem da Ucrânia. Um sabor diferente trazido pelo Ricardo Gurvitz.
DEROONY (pronuncia-se deruni – com ênfase no final da palavra)
Cozinha da Ukrania

Ingredientes:

1 kg de batatas
2 ovos
1 pote de nata fresca
óleo
sal
pimenta preta


Cozinhe as batatas descascadas. Ainda quente passe no espremedor, nunca no mixer ou liqüidificador. Adicione os ovos, sal e pimenta. Mexa com colher de pau. Faça panquecas do purê. E frite com pouco óleo. Coloque quando dourado em um prato. Misture a nata fresca com sal e pimenta preta e coloque uma colher de sopa por sobre as panquecas. Experimente!!!

terça-feira, 13 de março de 2007

CONSERVADOR

Fui comunista, passei a ser um social-democrata e já à caminho do ocaso me tornei mesmo é num conservador na acepção máxima da teoria. Refuto a idéia de direita e esquerda proposta por Bobbio. Essa concepção morreu com a queda do socialismo captaneado pela União Soviética. O conservadorismo é uma corrente politico-filosófica que defende que as melhores instituições não são aquelas que resultam de projetos feitos a partir do nada, mas sim de uma evolução gradual e “natural” ao longo dos séculos. A base desse conservadorismo é o pessimismo antropológico, ou seja, a idéia de que o homem é naturalmente egoísta. Ao contrário dos “progressistas”, que consideram que o homem é naturalmente bom, racional e feliz e que é a sociedade que o torna mau e infeliz (e, portanto, para melhorar o homem, basta melhorar a sociedade), para nós conservadores, o homem é egoísta e é a sociedade e os seus hábitos e tradições que moderam e limitam a sua perversidade natural. Assim, para nós, o indivíduo só existe plenamente integrado numa sociedade e numa tradição – o indivíduo abstrato não existe: nós só somos o que somos em função da herança (material e cultural) que recebemos dos nossos antepassados. Esta submissão do indivíduo à sociedade, à primeira vista, poderia aproximar os conservadores dos seus arqui-inimigos, os socialistas e comunistas, mas, na verdade, estamos falando de coisas diferentes com a palavra “sociedade”: para os socialistas, a “sociedade” são os outros indivíduos, enquanto para os conservadores, a “sociedade” é constituída pelos hábitos, tradições, instituições, etc.Como, para nós, os conservadores, o Homem só existe dentro de uma sociedade e de uma tradição, isso significa que não faz sentido falar em "Direitos Humanos", nem elaborar projetos de sociedade ideal: povos diferentes vivem em sociedades diferentes e com tradições diferentes, logo o modelo sócio-politico mais adequado para o Brasil não será o mesmo que para a Malásia, e o que na Holanda seria considerado uma violação brutal dos “direitos humanos” (por exemplo a lapidação de uma adúltera) é considerada a ordem natural das coisas na Arábia Saudita. Assim, ao contrário das várias correntes liberais e socialistas, que têm todas elas uma concepção de sociedade (seja ele o capitalismo liberal, o Estado-providência, o regime soviético, a autogestão, etc.), nós os conservadores defendemos que cada povo deve viver segundo o modelo mais de acordo com a sua história e tradições específicas. Claro que há uma certa contradição no conservadorismo: como rejeitam tanto o individualismo como o universalismo, defendem que as diversas nações, regiões, grupos sócio-profissionais, universidades, cidades, famílias, etc. devem reger-se pelas suas tradições e regras específicas, ou seja, acabam por defender também um modelo de sociedade: uma sociedade de tipo “organicista”, em que tanto o indivíduo, por um lado, como o governo central, por outro, são subalternizados, e em primeiro lugar vêm os “corpos intermediários” – a família, o município, a profissão, a Igreja, etc. Para os conservadores, o Estado Moderno, criado pelas Revoluções Liberais, que se encontra face-a-face com o indivíduo isolado, é um monstro burocrático e para-totalitário. Assim, os conservadores consideram que o individualismo leva ao stalinismo (e o Liberalismo ao Totalitarismo): para eles, o desaparecimento das autoridades intermediárias gera um vazio que acaba por ser preenchido pela máquina estatal, e a defesa dos direitos individuais é a melhor desculpa que o Estado tem para interferir no funcionamento dos corpos intermédios. Por exemplo: quando interfere nas famílias para “proteger os direitos das crianças (ou das mulheres)”, ou das empresas para “proteger os direitos dos trabalhadores”, ou das comunidades locais para “proteger as liberdades civis”...! Daí surge, também, uma oposição à democracia (hoje em dia, quase totalmente abandonada): esta baseia-se no princípio “um homem, um voto”, que é um produto da tal idéia de se reconhecer apenas o Estado e o Indivíduo, ignorando os corpos intermédios. Em alternativa ao sufrágio igualitário, direto e universal, os conservadores, durante muito tempo, lutaram por sistemas baseados na representação dos grupos (e não dos indivíduos), como eleições indiretas, representação aristocrática, o mesmo número de deputados para várias regiões (independentemente da população), etc. Hoje em dia, este anti-democratismo quase que desapareceu, mas continua presente em alguns aspectos, como a defesa dos Lordes Hereditários pelos conservadores britânicos, ou do Colégio Eleitoral (onde o Presidente é, formalmente, eleito pelos Estados e não pelos indivíduos) pelos conservadores norte-americanos. Além disso, nota-se numa certa tendência conservadora que define “bom governo” como “governo que tem coragem para tomar medidas impopulares”. O pessimismo dos conservadores leva-os a ter uma atitude ambígua perante o poder do Governo: por um lado, porque acreditam que a maior parte dos problemas não têm solução, são pouco adeptos da intervenção governamental (por vezes, ainda menos do que os liberais); mas, por outro, exatamente porque acreditam que, qualquer coisa que se faça implica sempre em desagradar a alguém, acham que, nas poucas situações em que o governo intervenha, deve intervir com força e autoridade, estilo “murro na mesa”, sem perder grande tempo com “compromissos” ou “discussões”. No fundo, encontra-se de novo a nostalgia da Idade Média, onde o Rei mandava em poucas coisas (deixando grande parte dos assuntos aos senhores feudais, à Igreja ou aos municípios), mas, nessas coisas, a sua autoridade era incontestável.

terça-feira, 6 de março de 2007

LEIO E RELEIO


O Universo não é uma Idéia Minha...

O universo não é uma idéia minha.
A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso.

domingo, 4 de março de 2007

MORAL E LIBERALISMO

O neoliberalismo, que se critica muito pela sua “crueldade”, pela sua maneira “implacável” e até mesmo pelo seu carater “desumano”, nos remete a uma questão crucial.

O problema é o seguinte:

Os fundadores do pensamento liberal, na realidade não elaboraram nenhuma “teoria econômica”. Simplesmente generalizaram aquilo que lhes mostrava a experiencia. E a experiencia lhes mostrava que o mercado livre, a livre competência era o melhor para os consumidores. “Não recebemos o pão, a carne, o leite que consumimos da generosidade do padeiro, do açougueiro ou do leiteiro”, escreveu Adam Smith. Cada um só está preocupado simplesmente com os seus interesses pessoais e, sem outra questão, parece que a partir daí surge uma mão invisivel para guiar todos esses intereses pessoais para um resultado que seja, através do seu intercâmbio, o mais conveniente para a sociedade e o seu conjunto.
Por que dizem que o neoliberalismo é cruel? Simplemente porque o neoliberalismo vai na raíz da questão: Diz que não há nada melhor para a sociedade do que deixar que funcione a livre concorrência e competencia, que deixar que funcione o livre jogo do mercado. E, desgraçadamente, neste jogo, que é da vida, tem que haver ganhadores e perdedores. Por acaso são cruéis os jogadores de uma equipe de futebol quando ganham de um adversário? Por acaso não se respeitam e inclusive se admiram mutuamente? É também assim a competência capitalista. Imagine quando Henri Ford inventou o automóvel. A humanidade se utilizava somente dos cavalos como meio e tração dos transportes desde ha muitos e muitos anos. Talvez centenas de anos, milhares. Imagine quantas famílias viviam dos adereços e utensílios como ferraduras e outros ítens que estruturavam os transportes em várias épocas. Todas elas tendo o cavalo como elemento central do transporte. Imagine as fábricas de carroças e carruagens e os milhares de empregos que geravam. Os neoliberais diriam que tem que haver liberdade para que os automóveis entrem em todos os países. Diriam que eles trazem inúmeras e imensas vantagens a todas as populações e que a nova indústria vai cria milhares de novos empregos e postos de trabalho. Novas pequenas indústrias surgem, maiores e mais dinâmicas que as indústrias do transporte baseada no cavalo. Agora imagine o que diriam os socialistas e os populistas, ou socialistas populistas que ao fim e ao cabo são quase a mesma coisa. Começariam a gritar e protestar raivosamente. Entrevistariam as famílias que ficariam desempregadas com o fim das indústria de carruagens. Organizariam marchas de operários, cocheiros, ferreiros, coureiros e etc… Diriam que os cavalos eram a maneira mais condizente de transporte e aqueles que queriam trazer o automóvel eram agentes do imperialismo “yanqui”. Acusariam os neoliberais de cruéis e desalmados. Dentro da Igreja haveria por certo posições bem disitintas. Alguns diriam que não se pode viver correndo atrás dos prazeres materiais e que a Jesus Cristo bastou um simples burro. Outros católicos iriam dizer que o automóvel é um advento muito bom, um progresso, que facilitará as visitas das famílias e dos amigos, os homens poderão desfrutar mais do mundo e das criações de Deus. E como todas a coisas boas, basta coloca-las no seu lugar e não exagerar no seu papel. Diriam muitos que o automóvel ia dar trabalho a muita gente e que deveriam ser criadas organizações, imediatamente de forma que se ajude as famílias que fossem ficar sem trabalho. Não há nenhuma contradição entre estes últimos católicos e os neo-liberais. A principal preocupação dos neoliberais é a liberdade. Estão convencidos de que a liberdade é a melhor forma de elevar o nível de vida das pessoas. E o que farão as pessoas com a liberdade? O que farão as pessoas com o seu bem estar econômico? O neoliberalismo não tem a resposta! Cada um é que tem que tratar de encontrar as suas próprias respostas na busca da felicidade. Na Igreja Católica existe uma outra coisa. Sua principal preocupação é, justamente, com a busca da felicidade. E a máxima felicidade, nesta vida, é a vida reta, e o respeito pelos 10 mandamentos. E mais, a Igreja oferece uma perspectiva maior, a vida eterna.
Durante todo o século XIX, católicos e liberais estiveram em bronca. Aos liberais não lhes era saudável que a Igreja impusesse contrariedades a liberdade. A Igreja, por sua vez, dizia que os liberais, a libertade sem um propósito transcendente, só levaria a um terrível vazio existencial e a frustração do destino humano. Existem é claro, muitos liberais anti-religiosos e muitos católicos anti-liberais. É um caminho equivocado e talvez já superado pela história, pois a história não é outra coisa do que que luta!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

LEIO E RELEIO

OS COLOMBOS

Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,

Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.
Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

RECEITA DE SÁBADO

Neste sábado de fevereiro, o primeiro e com muito calor, o nosso Ricardo Gurvtiz lançou no Programa de Sábado um sabor espanhol - Huevos a la Flamenca...saboreie e bom apetite!


HUEVOS a la FLAMENCA (ovos à Flamenga) Sevilha - Espanha

INGREDIENTES:

Ovos, tomates, cebola, alho, lingüiça defumada seca e azeite de oliva, sal pimenta preta.

ELABORAÇÃO

Cortar em lâminas os alhos e a cebola em quadrinhos, fritar em azeite de oliva e adicionar o tomate, fritar. Temperar com sal e pimenta. Tudo feito em uma panela de barro, em cima deste molho coloca-se uma rodada de rodelas de lingüiça seca defumada. Após se adiciona um par de ovos e espera-se que cozinhe a gema, que deve ficar mole. Se pode colocar umas tiras de pimentões verdes, vermelhos e amarelo ou ainda salsa e cebolinha.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

LEIO E RELEIO

Horizonte

O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre sobre as naus da iniciação.


Linha severa da longínqua costa ---
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstracta linha.



O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte ---
Os beijos merecidos da Verdade.

sábado, 27 de janeiro de 2007

RECEITA DE SÁBADO

A receita deste sábado, do Ricardo Gurvitz, é um sabor alemão: Uma Galinha com Klösse (bolinho);
Delicie-se...!
GALINHA COM KLÖSSE ( cozinha alemã)

Ingredientes

1 colher (sopa) de amido de milho se necessário
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
1 e ½ colher(chá) de sal
5 xícaras (chá) de água
½ colher (chá) de óleo
2 quilos de galinha em pedaços
2 cubos de caldo de galinha
Bolinhos(Klösse):
2 colheres(chá) de fermento em pó
1 colher de (chá) de sal
1 e ½ xícara de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite
Preparo
Colocar a galinha na água temperada com os cubos de caldo, sal e pimenta-do-reino. Cozinhar na panela de pressão por 30 minutos. Quando estiver macia, retirar os pedaços de caldo e conservá-los aquecidos, enquanto se prepara os bolinhos. Bolinhos (Klösse): Peneirar a farinha, o fermento e o sal juntos. Misturar o ovo batido com cerca de 2/3 do leite e acrescentar à farinha. Se necessário, juntar mais leite à massa para que fique com a consistência de mingau, caindo da colher ao pegar. Ferver o caldo da galinha e colocar a massa em colheradas, formando bolas. Tampar a panela e cozinhar os bolinhos durante 5 minutos. Refogar os pedaços de galinha no óleo. Colocar numa travessa, regar com o caldo onde se cozinhou os bolinhos. Se necessário, engrossar o caldo com amido de milho. Servir com os bolinhos bem quentes. Não pensar no que disse o nosso Barão de Itararé: -“Pobre quando come galinha, um dos dois está doente"!

LEIO E RELEIO


Se alguém bater um dia à tua porta,
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco.
Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta!

sábado, 20 de janeiro de 2007

PADRE ANTÔNIO VIEIRA


Enfim, Maria está com Deus: desatou-se dos cuidados e das obrigações do mundo, rompeu os laços da humanidade, deixou em soledade, o sangue, o amor e a mesma vida. Contra este não esperado apartamento, temos três queixosas a modo de Marta, e não queixosas de Maria, porque o executa, senão de Deus, porque o permite? E que queixosas são estas? A primeira é a Idade, a segunda a Gentileza, a terceira a Discrição. Pararam todas – como Marta. E que conformemente se queixam! Corpo, alma e união, é toda a fábrica do composto humano. Por parte da união queixa-se a idade cortada; por parte da alma queixa-se a discrição emudecida; por parte do corpo queixa-se a gentileza eclipsada. Chora a idade o golpe, chora a discrição o silêncio, chora a gentileza o eclipse, porque não lhe valeram contra a morte, nem à idade o mais florente, nem à gentileza o mais florido, nem à discrição o mais flórido. Vamos ouvindo estas queixosas: depois responderemos a elas.

PESSOA


"Minha Pátria é a Língua Portuguesa...!"

LEIO E RELEIO


AH, UM SONETO...

Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear...

No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.

Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação?...

RECEITA DE SÁBADO



A dica do Ricardo Gurvitz deste sábado é uma batata gratinada. Simples, mas uma delícia como todas as receitas do Gurvitz.



BATATA GRATINADA COM PROVOLONE
Ingredientes
1 kg de batata cozida(s)
2 potes de nata fresca
300 gr de queijo prato
100 gr de provolone
2 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)
100 gr de margarina
3 cebolas raladas
1 tablete(s) de caldo de carne 2 dente(s) de alho picado(s)
2 pacotinhos de molho branco

Modo de preparo

Refogue as cebolas com a margarina, acrescentando o alho e a salsinha. Adicione a nata, e por fim o caldo de carne. Quando abrir fervura desligue. Cozinhar as batatas, cortá-las em rodelas médias. Montagem: untar uma forma refratária com margarina ou azeite, colocar as batatas em fileiras adicionar molho branco e parte do queijo prato, colocar mais uma camada de batata e o molho e o queijo prato adicionar o restante do molho com a última camada de batata e, por último, colocar o queijo provolone. Levar ao forno para gratinar. Comer quente ou frio. Prato especial para farofeiros nas praias. Empine o nariz, abra a marmita e bom apetite!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

LEIO E RELEIO


Cantigas de portugueses
São como barcos no mar —
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

sábado, 6 de janeiro de 2007

CARNE CHINESA


Hoje no Programa de Sábado da R.U. a receita foi uma Carne Chinesa com a qualidade e paladar do Ricardo Gurvitz.





CARNE CHINESA
Para 2 pessoas
Ingredientes
200 gramas de patinho, coxão mole cortados em tirinhas finas
100 gramas de ervilhas frescas ou congeladas
1 xícara de shoyu
2 colheres de sopa de maizena
1colher de cafezinho de maizena
1 colher de clara de ovo
1 colher de cafezinho de açúcar
2 pitadas de aji-no-moto (glutamato de sódio)
1 colher de saquê , cachaça ou vinho branco
1 cubo de carne
1 xícara de óleo para fritar
sal, pimenta preta moída, cebolinha verde picada( bastante)
1 colher de sopa de óleo de gergelim torrado.

Molho: Em um recipiente: coloque duas xícaras de água fria, as duas colheres de maizena, sal , pimenta preta, açúcar, shoyu, 1 pitada de aji-no-moto. Ferva num pouquinho de água o cubinho de carne; pique a salsinha e junte ambos ao molho e reserve.

Carne: Pique a carne em tirinhas, coloque o sal, a pimenta preta, 1 pitada de aji-no-moto. um chorinho de shoyu, e a parte alcóolica. Deixe marinar por 30 minutos, junte a clara de ovo, e misture bem com os dedos, lamba os dedos e sentira se está bem temperada. Coloque a colher de cafezinho de maizena, para com movimentos bem, eróticos, deixar toda a carne envolvida, como se fosse passar talco na mulher amada. Coloque óleo na frigideira e quando estiver bem quente, já fumegando. Coloque a carne para uma fritura rápida. Retire e reserve. No óleo restante, coloque as ervilhas, frite rapidamente, retorne a carne frita e misture, jogue o todo o molho e misture bem quando a fervura terminar. Jogue a colher de sopa de óleo gergelim torrado.

Sirva com arroz branco e como com os hashis ( pauzinhos)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

SABORES

Picanha ao Sal Grosso

Ingredientes:• 1 Peça de Picanha (1Kg e 200g)
• 1 Pacote de Sal Grosso

Preparo:
Espalhe o sal grosso no fundo de uma assadeira. Coloque a picanha com a gordura voltada para cima e cubra totalmente com o sal grosso. Leve ao forno médio por, aproximadamente, 1 hora. Após assada quebre o sal, retire a picanha e fatie.

A PICANHA

O homem que inventou o churrasco de picanha tem o seu lugar cativo no céu. Dizem que foi numa manhã de domingo (a picanha não pode ter sido criada em outro dia da semana), que o sujeito observou um pedaço inteiro de alcatra e percebeu que podia tirar dali o mais apreciado corte de carne brasileiro. Na sua frente, na alcatra, uma porção cerca de um quilo valeria uma cadeira no paraíso. E então este homem soube escolher o local do corte. Ao separar o restante da alcatra daquele naco de carne que um dia viria a ser conhecido por picanha, o inventor havia percebido uma maciez incomum numa das pontas da peça. O novo corte de carne também possuía marmorização das fibras, ou seja, grande quantidade de gordura entre os veios do corpo bovino. Esta gordura daria logo mais, quando o pedaço de carne estivesse devidamente assado, suculência e sabor à peça. De um dos lados da picanha, há uma espessa capa de gordura. Novamente a gordura, condenada pelos médicos e absolvida pelos apreciadores do bom churrasco, ajudaria o novo corte de carne a se destacar entre os demais pedaços do boi. Com a prática, é provável que o inventor tenha percebido a dinâmica do churrasco de picanha. Para obter uma peça mal passada, a carne deve ir ao fogo com a gordura para cima. Ao final, virando-a de cabeça para baixo, apenas deixe a capa de gordura ganhar crocância. Especialistas garantem que este é a maneira mais garantida de se obter uma picanha ultra suculenta. Se a preferência pela carne ao ponto, a gordura deve estrear no fogo virada para baixo. Para honrar a tradição do primeiro picanheiro, o consumidor deve estar atento às medidas da peça. A picanha pesa 1,5 quilo, no máximo, e tem cerca de 25 centímetros de comprimento no seu formato triangular (foto acima). Passando destes valores, é provável que o açougueiro esteja lhe empurrando um belo naco de coxão duro no pacote. E esta prática rende assento vitalício nas chamas do inferno.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

LEIO E RELEIO


O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

LEIO E RELEIO


Nada que sou me interessa

NADA QUE SOU me interessa.
Se existe em meu coração
Qualquer que tem pressa
Terá pressa em vão.

Nada que sou me pertence.
Se existo em que me conheço
Qualquer cousa que me vence
Depressa a esqueço.

Nada que sou eu serei.
Sonho, e só existe em meu ser,
Um sonho do que terei.
Só que o não hei de ter.